terça-feira, 21 de abril de 2009

Os Finalmentes

"E a tigresa possa mais do que o leão..."


Não sei se vocês já repararam, mas existem épocas em que absolutamente nada de interessante acontece na vida da gente. Mas em compensação, em outros períodos, parece que TUDO acontece ao mesmo tempo e agora. Estou vivendo exatamente essa segunda fase turbulenta, cheia de acontecimentos e histórias...e de homens!

Depois dessa última noite com João, agora a bola da vez era o Augusto. Afinal, já estava passando da hora de alguma coisa acontecer. Várias enrolações, rotinas difíceis de serem conciliadas, mas ontem estava marcado, seria O momento. A casa seria só minha e eu iria aproveitar a oportunidade, claro.

Ele chegou de noitinha e ficou aqui comigo de bobeira até a hora do ensaio da grupo dele. Ficamos de papo, ele me mostrou umas músicas que estavam guardadas no e-mail dele, em meio a beijinhos, mãozinhas, essas coisas básicas. Depois ele foi lá ensaiar, com a promessa de voltar quando terminasse. Nesse meio tempo, resolvi preparar bem o terreno para quando ele chegasse. Desenterrei um licor de maracujá que estava guardado, preparei um set list com umas fuckin' songs bem lentinhas, botei uma camisola de seda e deixei o quarto iluminado apenas pela luz do abajour. Perfect!

Mas ainda faltava muito tempo pra ele chegar, então entrei na internet pra me distrair. Foi quando reparei que ele não tinha fechado o e-mail dele! As mensagens pareciam me dizer: "Oi, por favor, nos leia!". Pensei que era melhor não procurar sarna pra me coçar, mas quando vi que havia e-mails da Regina, eu não resisti! Tive que ler e agora compartilho um trecho com vocês, queridos leitores:

"Já deveria ter desistido de esperar resposta dos e-mails que te mando, mas tudo bem... sou brasileira e não desisto nunca! rsrs...
O último texto postado no meu blog fiz pra alguém muito especial, que ultimamente tem mexido demais comigo. Tem horas que dá uma vontade louca de roubar um beijo dele, mas morro de medo de levar um fora. O que eu faço? Preciso de um conselho masculino."

Nem preciso dizer nada, né? Depois dela ter sobrado no dia do motel, ela ainda tá achando que vai pegar o cara... Bom saber! Aliás, mamãe passou açúcar nesse homem! Taquilpariu!
Mas ok, ok. Foi uma boa distração enquanto eu esperava por ele, juntamente do tal licor de maracujá, o qual eu devo ter bebido metade.

Ele chegou já de madrugada, com fome e EU fui cozinhar alguma coisa pra nós. Comemos e depois fomos para o quarto tomar o resto do tal licor. Musiquinha rolando, beijinhos, amassinhos... uaaaaaaaau! Que menino bem dotado, gente! Benza Deus!! Bom, a partir daí nem preciso continuar porque acho que vocês já entenderam.

Eu sei que é chato comparar, mas é inevitável. Semana passada a coisa rolou com o João e foi bem diferente, mas bom também. Acho que a grande diferença (sem contar com o fato de eu já estar acostumada com ele) é que João é mais romântico. Ele teria super valorizado todos esses detalhes que eu improvisei pra criar um climinha e me feito mais carinho, me beijado mais (não que Augusto não tenha sido carinhoso!). Porém, cada um é cada um. Não dá pra querer que todos sejam iguais, né?

É meio doido pra mim ter feito sexo com pessoas diferentes em tão pouco tempo. Na verdade, estou tendo uma certa dificuldade para escrever esse post porque ainda não sei o que pensar dessa situação que estou vivendo. Ainda estou deixando o barco correr e ver no que vai dar. Não tenho compromisso nem com João e nem com Augusto, portanto, não devo nada a nenhum dos dois e fico com quem eu quiser (mas claro, para manter a integridade da minha imagem, um não precisa saber do outro!)!

Mas convenhamos: tô arrasando! E nessas horas eu vejo o quanto o sexo feminino tem um poder que nem sempre sabemos usar, viu?

Beijosmecomentem!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Bolo de Páscoa

"Ah bruta flor do querer..."



Depois da noite totalmente in love do post anterior, eu e Augusto ficamos mais duas vezes (mas ainda não chegamos aos finalmentes), que foram menos doidas mas igualmente bacanas. Até que combinamos de fazermos uma mini-viagem até a casa de praia dele ontem, no domingo de Páscoa de manhã, e voltaríamos hoje cedo. Eu estava animada! Comprei lingerie nova, encarei a tortura da depilação à cera nas partes íntimas, fiz unha, cabelo... Enfim, eu me fiz bonita como há muito tempo não queria ousar. Sábado de madrugada deixei tudo pronto para o grande dia.

Nós não tínhamos marcado uma hora exata, mas domingo às 9h da manhã eu estava acordada aguardando o sinal dele. Deu 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h... e na-da! E eu não podia ligar pra ele porque seu celular ainda está pifado. Eu fui me enfurecendo; o ódio tomava conta do meu ser. Então, apelei para o plano B: procurar João e, por depoimento no orkut, convidei meu karma pra tomar um chopp.

Às 19h, Augusto finalmente deu o ar da graça no msn:
- Recebeu minha mensagem? - disse ele.
- Que mensagem?
- Que deixei aqui no seu msn de manhã.
- Eu não tô no meu pc e esse aqui não registra essas mensagens offline.
- Putz! Lily, um dos meus melhores amigos morreu essa madrugada.

Ai.

E o pior é que era verdade. Imediatamente fuxiquei o orkut dele e nos scraps já tinham algumas mensagens de pêsames. Tá, mas como eu ia adivinhar?
Depois dessa, eu tinha até esquecido do depoimento que mandei pro João.
Mas logo veio a resposta:
-
Acho que você não quer só um chopp, não, hein... hehehe
Pensei, pensei... e continuei burra. Respondi:
- Bingo!

Imediatamente ele entrou no msn e 5 minutos depois estávamos nos arrumando para tomarmos o tal chopp. Ele chegou, entrei no carro e fomos num japonês famoso de uma rua bem badalada da Zona Sul. Os dois juntos, ao ar livre, num restaurante cheio, nos via quem quisesse ver, como há muito tempo não acontecia. Depois do jantar, fomos pra casa dele e aí vocês podem imaginar a louuuucura. Foi a noite em que mais "aproveitamos", sexualmente falando, talvez porque não transávamos um com o outro deeesde de dezembro de 2007!!!

Bom, foi ótimo, mas sei que talvez essa noite não tenha significado nada. Portanto, estou tentando viver o presente e não pensar nas consequências dela. Tenho consciência de que ele veio porque eu chamei. Assumo, então, a minha responsabilidade e sei que não posso reclamar caso eu sofra depois. E por saber que essa possibilidade existe, não pretendo dispensar o Augusto (com quem também adoro estar) e só vou deixar as coisas acontecerem. Até o meio do ano, com certeza ainda verei João outras vezes (arranjei um ótimo freelance e tive que voltar a fazer o meu curso no mesmo dia que ele) e... seja o que Deus quiser!

Reparei que, na casa dele, quase tudo estava igual depois de tanto tempo. Mas eu precisava ver uma coisa: aquele porta-retrato aonde havia uma foto dele com a Jaca. O porta-retrato ainda estava lá, porém vazio. Agora, o único resquício dela naquele lugar era o restinho de um condicionador de cabelo já meio velho e que, com certeza, não foi ele que usou.

Bom...
There will be an answer, let it be!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Uma noite longa pra uma vida curta

"A new fantastic point of view..."


Queridos leitores desse blog, vou dar uma sugestão para vocês: não considerem tanto assim as coisas que eu digo aqui porque eu posso mudar de idéia!
Eu juro que não faço por mal! É que, no momento em que eu escrevo, tudo aquilo pra mim é uma verdade. Mas o mundo dá voltas, as coisas acontecem sem a gente esperar, enfim... Chega de blábláblá e senta que lá vem a história!

Eu tinha desencanado do Augusto, como vocês viram no post anterior, certo?
Mas nós (eu, a Regina e o grupo que ele participa) fomos fazer uns shows fora do Rio e passamos alguns ótimos dias juntos! Porém, confesso que a convivência com o Augusto só fez aumentar o tesão que eu sentia! Ele tava demais... Foi um amor comigo, me paparicava o tempo inteiro, não deu a menor bola pra Regina, não botou um baseado na boca, não disse e nem fez nenhuma besteira... Resumindo: eu tive que me segurar para não agarrá-lo! Foi difícil, mas consegui. Entretanto, voltei de viagem doida pra dar uns pegas nele.

Dias se passaram, mas essa vontade não. Até que chegou o show seguinte, aqui no Rio mesmo, e coincidiu com o aniversário dele. Climinha rolando, ele na minha cola, toda hora me abraçando, essas coisas... Mas, minutos antes de começar a apresentação, resolvi olhar para a platéia do alto de uma escada! Legal, casa cheia, gente interessante e... opa, opa! Peraí! Aquele cara era quem eu estava pensando??
"Nãaao, Lily! Você tá maluca! Não podia ser... Isso é produto da sua i-ma-gi-na-ção!"
Mas ele sorriu... e ninguém mais tem aquele sorriso. Então, eu tive certeza: era o João.

Pois é, minha gente. João apareceu no show de surpresa. Foi lá (sozinho) pra ver o trabalho do grupo, mas também, logicamente, foi em consideração a mim, né? Imediatamente fui dar um oi, agradecer por ele ter ido e fui trabalhar. Depois do show e da desmontagem do palco, voltei pra falar com ele, que estava me esperando. Conversamos sozinhos do lado de fora durante aproximadamente uma hora. Foi super agradável e, quando nos despedimos, senti que pintou um clima e até achei que ele fosse me beijar, mas não o fez. Eu fiquei na minha também, mas entrei de volta na casa de shows pensando no quanto tinha sido bacana da parte dele ter aparecido.

Bom, mas a vida continua (e não presta mesmo) e nós ainda íamos comemorar o aniversário do Augusto. Mas era começo da semana, nada mais estava aberto àquela hora da madrugada. Então, alguém teve a idéia de alugarmos uma suíte para festas no melhor motel do Rio, o Vips, e festejarmos por lá (atenção: a idéia não era fazer suruba ou algo do tipo, OKAY???).
Eram 3 casais já formados. Eu e Augusto, em processo de formação. E... a Regina, que a essas alturas, ainda parecia achar que pegaria o Augusto.

Entramos todos na suíte. Era maravilhosa! Tinha piscina com cascata, saunas, hidromassagem e uma vista absurdamente linda. Uma das mais lindas que já vi.
Augusto, entusiasmado, esqueceu que estava com o celular no bolso e pulou na piscina de roupa e tudo! Consequentemente, o aparelho pifou e eu tive a idéia de ajudá-lo (tão desinteressadamente...), usando o secador de cabelo do banheiro pra tentar secar os mecanismos do celular.

Não deu muito certo e quando desistimos de tal ação, olhamos para a suíte e cada casal estava num canto se pegando. Nada de Regina também. Sobrávamos, portanto, os dois sozinhos no banheiro. Augusto me olhou e ficou me rodeando, sem graça, enquanto eu o olhava através do espelho. Até que ele fechou a porta. Parou e perguntou:
- Você quer a mesma coisa que eu?
- Provavelmente.

Então, galera, ele me beijou e tipo ansinnnn... foi bom pra caraaaaaaaalho! Eita homem gostoso! Melhor ainda do que eu imaginava!!! Só saímos do banheiro quando notamos que a galera estava conversando e rindo alto. Então fomos lá fazer uma social até porque, apesar dos pesares, eu morri de pena da Regina que estava de vela quádrupla e, ainda por cima, velando o cara que ela gosta com a colega de trabalho dela (eu). Situação muito chata. Tudo bem que ela deveria ter se tocado que estava rolando um clima entre mim e o Augusto (porque estava óbvio), baixado a bola e simplesmente não ter nos acompanhado no motel...
Mas ok! Voltemos à parte boa.

O ponto alto da noite foi quando o Augusto estava sentado no parapeito da varanda da suíte. Abaixo dele só se via um mar infinito. Eu fiquei parada, observando a cena, até que ele me viu e me chamou para sentar ao seu lado. Eu inicialmente tive medo por causa da altura e recuei. Ele me estendeu a mão e fez como o Aladdin (lembram?), quando me disse:
- Você confia em mim?
Eu confiei. Segurei na mão dele e sentamos um ao lado do outro, agarradinhos. Só nós dois, entre o mar e o céu cheio de estrelas. Foi foda. Não existe outra palavra pra distinguir.

Isso foi uma metáfora para o que sinto agora. João foi muito legal em ter ido ao show, mas não posso mais me apoiar na possibilidade de um dia vir a ficar com ele de vez. Pode ser que isso nunca aconteça... quem vai saber? Então, vou me arriscar a ver a vista. A paisagem vai mostrar o que ela tiver que mostrar.

Lembram do final daquele clássico do Lulu Santos, Tempos Modernos?

"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir"

É bem por aí...