quinta-feira, 12 de março de 2009

Sente a maresia...

"E é por isso que eu vou apertar, mas não vou acender agora..."

Sei que não posto há algum tempinho, mas a verdade é que poucas coisas emocionantes aconteceram desde o carnaval (que já não foi muito emocionante por si só). Sobre o causo do post passado, informo a vocês que meu informante disse não estar sabendo de volta nenhuma. O que eu posso dizer é que Jaca andou fuçando meu orkut novamente com outro brilhante fake e que João está prometendo ir a algum dos próximos shows do grupo que estou produzindo.

Mas falando sobre o grupo, eis o verdadeiro motivo do post de hoje: o Augusto, lembram?
Pois então. Ele é realmente um cara bacana. Gente fina total. Mas então, por que o papo com ele nunca fluía? Gente, que dificuldade ter uma boa conversa com esse homem!
No início achei que era porque não tínhamos ainda intimidade, quase nunca ficamos sozinhos e ainda não nos conhecíamos bem para termos assuntos em comum. Então fui relevando...

Fui visitar os meninos no ensaio. Até que ele disse que tinha algo interessante guardado. Eu não queria acreditar que era o que eu estava pensando, mas era. Augusto me veio com um saquinho cheio de maconha e arranjou guardanapo para que eles improvisassem a seda. Tudo bem... tava demorando muito pra isso acontecer. Nesse meio em que eu trabalho, pouquíssimas são as exceções que não fumam. Eu mesma já fumei algumas vezes, mas de onda.

Sinceramente nem gosto da sensação de prostração que me dá depois. Mas o que me incomoda mesmo é a dependência que certas pessoas criam. Tudo é motivo pra fumar! E todos ao redor precisam parar suas vidas para que os bonitinhos apertem baseados e curtam suas ondas. Além do mais, não tenho a menor paciência com aquela euforia típica dentre os fumantes quando sabem que alguém trouxe o bagulho nem com toda a palhaçada de ficar se camuflando, falando em códigos, olhando pros lados... Ai! Passei da idade.

Enfim... Mas, porém, contudo, todavia, Augusto disse que embora já tenha fumado muito no passado, hoje em dia só fumava em raras ocasiões, em alguns momentos mais relaxados e que aquela estava sendo uma exceção. Tá legal, né? Então, fui relevando... Mas com o tempo, eu vi que as ocasiões não eram tão raras assim.

Num belo outro dia, estávamos trabalhando numa gravação. Regina, a outra produtora, não foi, então tive finalmente a chance de passar a tarde inteira com o Augusto sem ela pentelhando. A conversa, pela primeira vez, desenrolou legal entre nós. Mas, fui percebendo que em alguns momentos eu falava, ele ouvia, mas parecia não estar entendendo nada. E, em outros, ele fazia comentários ingênuos demais ou... meio burrinhos demais.
E, acreditem se quiser, ele cometeu a indelicadeza de PEIDAR na minha presença!!!!!
Até que ele me convidou para jantar num restaurante japonês que eu adoro, na semana seguinte! E, então, naquele instante, somente a gostosura do rapaz e a do futuro sashimi tomavam conta do meu pensamento.

Domingo à noite, poucos dias antes do Sashimi's day, show acabado, calor do caramba, várias cervejas na cabeça de todos. Mas Regina estava completamente bêbada (quanto profissionalismo!). Augusto foi novamente nos deixar em casa. Regina dando mole descaradamente pra ele e eu querendo jogá-la na calçada, não por ciúme, mas porque ela estava MUITO mais chata!

Pelo caminho, minha irritação foi aumentando progressivamente. Para começar, Augusto comete um lindo erro em seu português. Para complementar, ele convidou a Regina para jantar conosco (e a péla-saco topou, claro, mesmo não gostando de comida japonesa!!!!).
Eu já estava puta dentro de minhas calcinhas, quando Regina solta a pérola:
- Augusto, tem uma ponta ainda lá em casa...

Então, domingo, 1h da manhã, iríamos trabalhar na manhã do dia seguinte... Mas ainda assim, vi Augusto animado subindo para o apartamento da chata da Regina para fumar maconha e quiçá ter feito otras cositas más (o que ela nega, embora tenha assumido estar apaixonada pelo bofe).

Querem saber? Cruz credo! Agora também não quero nem com mil sashimis!
E, mais uma vez, a catraca gira na vida de Lily...