sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ai, brochei.

"Moreno, alto, bonito e sensual..."


Do contrário do que muitos pensam, não são apenas os seres do sexo masculino que correm o risco de brochar. Nós, mulheres, também somos suscetíveis a tal acontecimento desagradável. Logicamente que, no nosso caso, não temos nenhum membro que resolva tornar-se inativo e, com isso, possa vir a denunciar que brochamos. Porém, existe alguma coisa dentro de nós que simplesmente nos faz bloquear, ter um certo nojinho, enfim... algo meio "pára o mundo que eu quero descer!". E isso, meus amigos, eu também chamo de brochar. Mas, para diferenciarmos da brochada clássica, essa a qual me refiro chamaremos de "brochada psicológica".

A brochada psicológica é mais comum dentre os seres do sexo feminino. Porém, também pode ocorrer dentre os machos. No universo das fêmeas, o qual sou mais especializada exatamente por fazer parte dele, as causas para tal brochada são várias. Mesmo excluindo a falta de higiene, ausência de dentes e caracteres do tipo, ainda temos exemplos dessas causas, como: o uso masculino indevido de camisa regata, hábitos como o fumo, profissões como dançarino de axé music, quando eles escrevem errado ou quando respondem algo como "Jeito Moleque", ao perguntarmos sobre o que gostam em termos de música.

Porém, outro dia, a brochada aconteceu comigo mas por um fator quase que excepcional:
Estava eu num bar com 2 amigas, quando uma delas avistou um cara absurdamente lindo. Tão bonito que, quando fui reparar, todo as mulheres do recinto estavam suspirando por ele. Mas, por ética, não costumo dar mole para homens que foram vistos por minhas amigas primeiro, portanto, nem tchum pra ele.

Entretanto, de repente, ele e o amigo (que era conhecido de uma de minhas amigas) foram se chegando na nossa mesa e, quando notei, estávamos só eu e o bonitão de papo. Até que ele me deu o cartão dele e disse pra eu manter contato.
Nem acreditei! Agradeci meio de boca aberta e, quando ele foi embora, uma garçonete e as mulheres das outras mesas vieram me dar os parabéns por ter sido "a eleita" pelo bonitão.
No dia seguinte, mandei um torpedo dando o nº do meu cel. Ele me ligou 10 min depois. Conversamos, descobrimos que conhecemos várias pessoas em comum, moramos próximo, temos gosto musical um pouco parecido, ele fala direitinho e, depois no msn, vi que também escrevia corretamente, é bem sucedido em sua carreira e é ex-jogador de basquete.

Pára tudo. Como assim ex-jogador de basquete?
No bar, eu havia reparado que ele era alto, mas como eu fiquei sentada o tempo todo e depois ele se sentou ao meu lado, não consegui ter muita idéia do quanto.

Então, perguntei, no msn: Só de curiosidade, quanto você tem de altura?
Oscar: 2,01m
Lily: O quê?????
Oscar: Por quê? Você tem quanto?

Lily: 1,60m... Você não me viu em pé! Eu sou baixinha...
Oscar: Ah você é normal... eu que sou alto demais.
Lily: Pois é...

Oscar: É...
...
Silêncio.

Quando a esmola é demais, o santo desconfia e eu já deveria ter desconfiado que tava bom demais pra ser verdade. Já fiquei com um homem gigante que, ainda assim, era pouco menor do que esse daí e, sinceramente, não era NADA legal. Pensar que eu sou 41 cm menor do que um homem e em tudo que isso atrapalha (se é que me entendem) é realmente brochante.
Eu não dispensei o cara e nem ele a mim, até nos falamos depois, mas sabe quando desanima? Então, é o caso.


Mas, ao ver que até o homem mais alto do mundo encontrou sua cara metade e ela tem 1,68m, eu até comecei a pensar melhor na possibilidade.
Entretanto, ainda estou brocha. Acho que vou seguir os conselhos do Pelé e falar com meu médico.

Afinal, ele falaria, não é mesmo?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Miss Brasil 2000

"Os estados brasileiros fazem festa..."

Algo curioso tem sido motivo de riso dentre a galera da faculdade: uma conhecida nossa participou e ganhou um concurso de Miss Baixada Fluminense. Com isso, ela, que além de chata não é tão bonita assim, alcançou sua glória pessoal. Saiu em jornais, recebeu flores e presentes, seu orkut deve estar bombando de visitantes para ver as fotos do concurso (que, CLARO, não estão trancadas), enfim... Ela se tornou quase uma celebridade dentre sua longínqua cidade nos confins da Baixada.

As fotografias (óbvio que eu também fui futucar o orkut da nova Miss) demonstram que o concurso teve todas as breguices típicas dos anos 50, com direito a "trajes de banho" e "trajes de gala" (cafooonas), jurados, apresentadores pseudo-famosos etc. Mas as melhores fotos são as do momento em que o resultado foi dado. A Miss, logicamente, ficou muito surpresa e emocionada, enquanto todas as outras meninas a parabenizavam (mas, no fundo, queriam matá-la). Chorou, acenou lentamente para seu público; depois levantou as mãos para o céu e agradeceu a Deus por tamanha bênção. Lindo! Emocionante! Ao ver as fotos, quase chorei...de rir, coitada.

Mas foi só eu sacanear a garota dentre meus amigos (que também se deleitaram com tais fotos), que, enquanto eu fazia minha unha no salão, uma bicha metida a produtora de eventos me disse: "Queriiiida, você não quer participar do concurso Miss Bairro, não?? Vai até sair em revista, tsá??"
Deus! O que é isso? É uma febre retrô que veio à tona? Nem preciso dizer que recusei o convite. Fora que, muito provavelmente, eu só ganharia o "Miss Meu Quarto", por falta de concorrentes.
Ora, imaginem eu num concurso desses, dizendo que meu livro favorito é o Pequeno Príncipe, sorrindo e acenando, pura, meiga e comportada... Me poupe!

Porém, fiquei encucada com essa importância que ainda dão a concursos de Miss e fui pesquisar na internet algumas informações. Descobri que, além de terem necessariamente uma idade entre 18 e 25 anos, as candidatas não podem ser casadas e muito menos mães! Assim como também não podem ter feito fotos ou filmes sensuais/pornográficos. Ou seja, teoricamente, elas precisam ser virgens (ahaaam! minha vó é virgem também!).
E, quanto as características pessoais que uma verdadeira Miss deve ter, encontrei o seguinte fragmento: "Para participar do concurso é necessário ter postura, personalidade (coff coff), charme e beleza de formas e rosto. As exigências vão além. Durante passeios e ensaios, a candidata deve estar sempre alinhada, com maquiagem leve, cabelos arrumados e ter bom comportamento."

Concluo portanto, sem muitas surpresas, que ser Miss deve ser chato pra caramba! Aliás, as Misses (pelo menos as que levam isso tudo realmente a sério - o que deve existir) devem ser, em geral, mulheres extremamente enjoadinhas, assim como a tal da Miss Baixada lá da faculdade!

Imaginem, rapazes que freqüentam este blog, vocês aturando uma mulher que o tempo inteiro está preocupada em estar linda e bem comportada? Nada de falar besteira ou palavrão, se permitir sair da linha de vez em quando, assistir a um joguinho de futebol com você, te acompanhar em programas mais triviais que não requerem o uso de maquiagem...
Resumindo: imaginem-se namorando uma boneca de porcelana e que, nem ao menos, vai liberar a pepeca pra você se divertir!!!

Aí, eu pergunto, concluindo este post: Quem vocês, rapazes, preferiam namorar ou vocês, moças, preferiam ser: uma mulher menos bonita e não-miss (ou seja, uma humana) ou uma Miss Bairro, Miss Baixada, Miss Pirapora do Norte, Miss Brasil, Miss Mundo, Miss Saturno, Miss Todas as Galáxias...?

Façam sua escolha (e, por favor, não me decepcionem!)!


Obs.: Desculpem a demora da atualização! Está faltando tempo e inspiração por aqui!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Confusão em família

"Garoto maroto, travesso no jeito de amar"


Sim, eu sei. O título desse post está mais para um filme B de sessão da tarde. Mas, caros leitores ávidos por mais histórias picantes, devo informá-los que voltarei a falar do meu primo. Lembram dele? Isso... é... aquele mesmo dos amassos num corredor nojento de um bar pé-sujo, que eu contei nesse post aqui! Protagonizamos juntos uma cena quase pornográfica que só faltou ter como trilha sonora uma bela canção da Alcione, a marrom.
(Momento viagem: imaginem que cinematográfico os dois lá se amassando na parede suja ao som de "Mas tem que me prendeeeer/ teeeeeeeeem que seduzir/ teeeeem..."?)

Errr...voltando à realidade da vida e sem mais rodeios e devaneios, contarei como foi meu último grande contato com ele:
Dias depois desse episódio do primo, eu e Bia já tínhamos nos programado para ir ao show do nosso ídolo e muso inspirador desse blog: o Léo Jaime.
Pra quem não sabe, é dele a autoria da música de onde eu, mui brilhantemente, pesquei o nome desse blog ("Eu pensei: A VIDA NÃO PRESTA / ela não gosta de mim..."), numa noite de bebedeira e cantoria junto da Bia (fato narrado aqui nesse post dela). E, como já existia um "A Vida Não Presta", eu só acrescentei o "mesmo" pra poder dar a luz a nosso humilde filho.

Ai mas como eu enrolo...
Voltando à história do primo: Eu e ele havíamos combinado, então, de nos encontrarmos depois do show, às 21:30h, na Cinelândia, Centro do Rio.
Eu já estava no teatro quando ele me liga, umas 19h:
Primo: - Oi, prima! Pô, tava pensando aqui... Eu tô na Urca! O que você acha de vir pra cá depois do show, hein? (Pra quem não sabe, a Urca é um bairro que fica aos pés do Pão de Açúcar, isolado de todo o resto da cidade e, ainda mais à noite, seu acesso é precário!)
Lily: - Putz, fica complicado. Como você ficou de me buscar, eu vim de metrô e eu nem sei ir pra Urca de ônibus!
Primo: - Pô, é que eu tô aqui num sambinha! Tá legal pra caramba! Mas nem tô de carro e tô todo sujo, de chinelo, porque eu vim direto da faculdade, sabe? Mas aí eu pensei "Ah! A Lily não tem essas frescuras, né?", então, achei que você fosse gostar de vir pro sambinha também.

Pára tudo!! Como assim o cidadão não está de carro e como assim ele está sujo e de chinelo, enquanto eu estou toda produzida?? Gente, pera lá! Minha única intenção era dar pra esse moleque (sim! ele é um moleque!)! Imagina se eu ia dar pra alguém nesse "estado físico" e, pior, SEM CARRO! Ou ele sugere que eu entre no motel a pé? De taxi também não me agrada NADA a idéia!
Resumindo: Sim, a Lily TEM essas "frescuras"!

Mandei a real:
- Primo, ou é como a gente combinou antes, ou não rola! Vai pra casa, toma banho, pega o carro e vem me buscar aqui às 21:30h, ok?
Ok. Ele concordou. Menos mal.

O show foi ótimo, dançamos muito, Léo Jaime ainda deu o microfone pra Bia cantar justamente em (acreditem) "A Vida Não Presta"; nós, então, nos abraçamos, ninguém ao redor entendeu porra nenhuma, mas foi uma noite feliz.
Porém, todo o carnaval tem seu fim e, se Deus quisesse, o meu naquela noite tava só começando.

O show acabou. Deu 21:30h e nada do Primo ligar. Fomos ao camarim tietar o Léo Jaime (ah, gente! Ele é nosso herói!), demoramos um pouquinho, deu 22h e NADA. Então, liguei eu:
Lily: - Tá aonde?
Primo: - Pô, Lily, tô em casa mas já tô indo praí!

Lily: - Em casa? Tu mora longe pra caramba!
Primo: - Eu tô terminando de me arrumar aqui e eu vou de carro, né? Chego aí +ou- em 1h!

Lily: - Ahn? E o que eu vou ficar fazendo em pleno Centro do Rio de Janeiro, à noite, sozinha (a Bia já estava indo embora) durante UMA HORA??? Pedindo pros pivetes me assaltarem ou conversando com os mendigos? Eu vou pra casa, primo! Sinto muito.
Primo: - Pô, prima! Você me fez sair lá do sambinha e agora vai furar?
Lily: - Eu vou furar? A gente tinha combinado há dias que você estaria aqui às 21:30h. Já são 22h, você não está aqui e só estará daqui a 1h. Desculpa, mas vou pra casa dormir que eu tô cansada!

Primo ficou puto. Mas vejam só! Tudo bem que eu não dou pra ninguém há milênios, mas também não estou tão desesperada assim, né? Me poupe! É isso que dá, dar trela pra moleque!
Mas, vendo pelo lado Coca-cola da vida, aquela noite foi o início da minha gripe que eu comentei no post sobre a volta do João, lembram? (Sim, já me recuperei da gripe tem tempo!) Então, se tivesse rolado alguma coisa, não teria sido tão legal.
Resumindo, então, a madrugada daquela sexta-feira acabou sendo quentíssima.
Tipo uns 38°... de febre!

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