domingo, 31 de agosto de 2008

O casamento da minha melhor amiga

Love is all you need...



Há alguns anos atrás, ela havia me mostrado aquele anel, mas nenhuma data definida! Depois, há cerca de um ano, o dia já estava marcado. Porém, ainda faltava tanto! Pra que se preocupar? Resolvi comprar meu vestido com meses de antecedência! Entretanto, agosto ainda estava lá longe! É, era a hora de ir fazer o cabelo! Meu Deus, o grande dia já havia chegado!
Acordei, almocei e fui pro salão de beleza. Demorei mil séculos por lá e nada ficou do jeito que eu queria. Portanto, saí muito puta dentro das calcinhas, cismando que aquela maquiagem estava me fazendo parecer um traveco! Bicha exagerada, aquele cabeleireiro! Coisas que a minha mãe inventa em nome de um precinho menor, sabem? Tudo bem que não estava feio! Não mesmo! Mas nada como eu queria! Fazer o quê?

Cheguei na igreja um pouco antes da Bia, que depois ficou lá comigo do lado de fora passando frio! Essa cidade é uma graça! Faz calor o raio da semana inteira, mas justamente no dia do casório, fez um frio da porra! E eu de tomara-que-caia! Ah claro! Tinha a echarpe! Agora, me digam, quem foi o maldito que inventou a echarpe?? Ô trocinho mais chato!!! Só serve pra cair e pra gente ter dúvidas se estamos usando certo. Mas, segundo a mulher simpáaaatica que estava organizando a cerimônia, eu estava nos conformes.

Eu, logicamente, fui madrinha e meu par até que era beeem gatinho (mas, até onde eu sei, tem namorada, embora eu não tenha visto a dita cuja por lá). Era a hora. Lá estava eu, entrando na igreja, de braços dados com o bonitinho, meio sem graça, nervosa, olhando pra cara dos outros... Acabei esquecendo de sorrir pras fotos! Só lembrei na metade do caminho pro altar. Depois dos padrinhos, veio o César, o noivo... e a Lily, como estava? Já em prantos!

De repente, pára tudo! Ouve-se a marcha nupcial e tcharam: Lá estava a Cléo. Minha melhor amiga, desde sempre, linda, toda de branco, radiante. E a Lily, como estava? Desfigurada de tanto chorar! Provavelmente, se antes eu parecia um traveco, agora estava uma coisa meio Coringa, do Batman. Fiquei tão emocionada, que não consegui chorar com classe e acabei com a maquiagem!

Mas ok, tudo muito lindo, blábláblá, sim, sim, na alegria e na tristeza, por todos os dias de nossa vida, lágrimas incessantes, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Fim! E eu, finalmente, parei de chorar! Também já era demais! Acabou a missa e, acho que eles se inspiraram nos Normais, porque rolou arroz pra todos os lados!
Depois a festa foi ótima, bebidas de todos os tipos imagináveis, dancei bastante, ajudei a pintar o carro e não peguei o buquê.

É... a próxima a casar não serei eu. Tudo bem, não preciso casar tão cedo mesmo. Mas, ao ver tanta felicidade e tanto amor entre os dois, não posso evitar de pensar em como eu queria ter tal sorte. Será que no meio dessas minhas confusões amorosas, desses homens malucos e dos demais karmas da minha vida, vou também ter a chance de, um dia, encontrar alguém que divida tais momentos felizes comigo (e todos os outros que viriam depois)?

Tem gente que me acha fodona, independente e acredita até que eu não penso nisso. Mas não! Eu penso, sim! E vendo tão de perto um exemplo de como o amor pode dar certo, eu penso mais ainda!
Acho que por mais que eu já tenha me ferrado (e não foi pouco), não vou me deixar embrutecer a ponto de deixar de acreditar que tal felicidade também pode estar reservada pra mim, algum dia. Por isso, não fujo mesmo do amor, se ele tiver que acontecer! Nem nesse caso do João que narrei no post anterior.

Não tenho medo do amor e nem de sofrer por ele, pois isso acredito ser inevitável. Existe sofrimento até quando o amor dá certo. Ou vocês acham que meus amigos aí que se casaram nunca brigaram ou nunca se entristeceram? E se amam. De verdade!
Claro que cautela é bom, para não cairmos de cabeça numa causa infundada. Mas, se tal causa tiver razão de ser, se existir carinho, sentimento ou um qualquer coisa inexplicável em jogo, eu defendo sempre a busca do amor e de sua plena realização!

Imaginem quantas oportunidades de sermos felizes perderemos se ficarmos sempre nos acovardando, na defensiva perante um possível amor?
Então, amem, pessoal! E vivam tendo a certeza de que não vieram ao mundo a passeio.

domingo, 24 de agosto de 2008

A volta do que não foi!

Pra que usar de tanta educação pra destilar terceiras intenções?


Como prometido, caros leitores, aqui estou eu para contar das vezes em que me encontrei com João nesse mês de agosto, no curso. Mas antes, preciso reproduzir um pequeno diálogo que ocorreu dias antes da primeira aula, no msn:
Lily: - João, consegui entrar pro curso!
João: - Aleluia, hein! Em qual dia da semana?
Lily: - Sexta tb.
João: - Ih vai dar merda!
Lily: - Vai dar merda por quê? Cada um no seu quadrado, meu filho!
João: - Então tá! Então a gente vai ficar só acenando de longe, pra não dar confusão, ok?
Lily: - Ridículo, mas você é quem sabe.
A partir daí, João deu gargalhadas sem fim! E conforme eu me emputecia por não entender o motivo de tanta graça, as gargalhadas dele só se intensificavam. Ou seja, provavelmente ele tava era zoando com a minha cara, né? Mas ele que me aguardasse!

Bom, mas agora senta que lá vem a história:
No primeiro dia de curso, logo quando cheguei, dei de cara com ele! Ou melhor, de costas! Ele estava de costas pra mim, abraçando um amigo coroa dele (aliás, ele só anda com dois coroas! Nada de garotinhas em sua cola, para meu alívio!). Eu, então, não quis atrapalhar o momento boiolice e passei direto, sem que ele me visse.
Pirraça? Orgulho? Insegurança? Tudo isso aí! Só sei que, mesmo depois de 8 meses, quando o vi ali tão perto, meu coração disparou! Quase morri... E fiquei com raiva de mim por ainda gostar tanto dele.

Ao chegar em casa, mandei um e-mail provocativo, dizendo que tinha achado o tal amigo coroa um gato. Mentira, é lógico! O que eu quis foi dizer, em outras palavras: "Te vi e não falei contigo, baby!"
No dia seguinte, rolou papo no msn de novo e, do nada, ele me deu um baita esporro por não ter ido falar com ele! - Uéeee, mas não foi você que disse que a gente só ia acenar? - perguntei eu. Ele, puto da vida, disse que nem isso eu tinha feito e que era pra eu ser mais educada, na próxima vez.

Quando chegou a próxima vez, na semana seguinte, nós não tivemos aula e sim uma reuniãozinha rápida com as pessoas do curso. Ele já estava lá quando cheguei e, assim que me viu, veio falar comigo. E ao meu lado ficou até eu ir embora. Nesse meio tempo, várias pessoas pararam pra falar com ele, que respondia educadamente, mas depois "despachava" e voltava a ficar comigo. Tal grude foi registrado numa foto que tiraram da gente, na qual eu saí com cara de pastel apaixonada!

Dias depois, estava eu na sala de aula do curso, quando tive uma crise de tosse absurda decorrente a uma baita gripe que peguei. Então, saí correndo pro banheiro. Lá ia eu pelo corredor, horrenda, com o cabelo todo bagunçado, uma cara de morta, os olhos cheios d'água e com o casaco na cara abafando a tosse, quando dei de cara com João (e com os coroas).

Ele, assustado, perguntou o que estava havendo. Expliquei tudo e ele, então, me abraçou e depois começou a pôr as mãos no meu pescoço pra verificar se eu estava com febre. E, segundo "dr." João, eu estava. Então, ele deixou os coroas irem e ficou lá comigo até eu dar uma melhoradinha. E, pra completar, ainda me encheu de recomendações do tipo: "bota o casaco!", "vai pra casa que você não tá bem!", "cuidado que tá ventando muito" etc.
Nesse meio tempo, ele acabou confessando até que estava sendo muito bom voltar a me ver.
Dei um sorriso singelo, ele me abraçou de novo e eu decidi ir pra casa.

Bom, repararam que não comentei de beijos nem nada, não é?
É porque realmente não rolaram. Estamos tímidos e educados demais. Além do fato de que eu estou muito na defensiva, é claro. Não consigo mais me jogar, simplesmente!
Porém, há momentos em que a gente pára, se olha, mas não temos o que dizer. Então, ele me abraça. Embora, nos velhos tempos, essa seria a hora do beijo.

Entretanto, isso não me importa. Acho que até é bom mesmo a gente ir com calma, se é que passaremos desse estágio "amiguinhos". De qualquer forma, foi bom revê-lo e receber esse carinho, tanto tempo depois.

Agora as perguntas que ficam são:
Conseguiremos quebrar o gelo? E se isso acontecer, será bom pra mim?


Oh vida que não presta mesmo...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

E Deus criou os primos...

"No chão, no mar, na lua, na melodia..."


Uma coisa que eu nunca havia feito, mas que sempre tive vontade de fazer, era ficar com algum primo. É que meus primos de primeiro grau são poucos e todos impegáveis. Os de segundo, os primos dos meus pais, já estão com uma idade avançada e também são impegáveis.
Mas, e os filhos dos primos dos meus pais?? Hummmm... priminhos de terceiro grau?? Nem são mais parentes, né? Só que, pra manter o contato e alguma dose de intimidade, a gente finge que sim.

Até pouco tempo, eu não tinha me dado conta da relevância de um certo priminho (de 3º grau) meu. É que nas minhas lembranças, ele aparece correndo, pulando e brincando de pique-esconde. Porém, para minha surpresa, ao vê-lo numa festa que rolou na família ano passado, aquele pequeno pentelho tinha se tornado um belo rapaz. E põe belo nisso! Costas largas, braços delineados, sorriso bonito... Ui! Um pão!

Pois bem. Nessa tal festinha não rolou absolutamente nada, só aquele velho papo de "Nooossa! C
omo você tá diferente... Então, tem msn?" (a internet sempre reunindo as pessoas!). No início a gente teclava um pouco, no entanto, infelizmente, não temos muito assunto. A verdade é que ele cresceu, mas continua um moleque! Então, acabamos perdendo um pouco de contato.

Até que, nesse final de semana, rolou uma outra festa na família.
Foi uma chatice, com todas aquelas tias-avós perguntando do meu ex-namorado (com quem eu terminei há mais de 2 anos), aqueles costumeiros sorrisinhos amarelos, enfim... Família, família, cachorro, gato e galinha. Mas, de repente, chega ele: meu priminho mais querido e amado!

Papo vai, papo vem... "Tô indo pra Lapa! Quer ir, primo?"
Para a minha felicidade, ele topou na hora. E, já na Lapa, encontrei com uns amigos num boteco pé-sujo, cuja cerveja é boa e barata. O primo, espertinho, sentou-se do meu lado.
E começaram as olhadas safadas, ele falou no meu cangote, braços no encosto da cadeira, encostei a cabeça no ombro dele... Bom, já sabem, né? Acabamos nos beijando!
E não foi um beijinho qualquer, não! Acho que essa coisa de genética deve ter a ver, porque nosso beijo simplesmente encaixou de primeira! Foi per-fei-to!


Aí, meus queridos, não deu pra segurar! Os beijos foram se intensificando, as mãos caminhando quase que por elas mesmas e a coisa ficou sinistra, como há muito tempo não ficava pra mim. Vocês bem sabem que esse ano estou quietinha, mas não tive como segurar a onda!

Já era quase 5h da manhã e eu precisava partir. Na verdade, eu até queria ir embora mesmo, porém para um bom motel, isso sim! Mas eu, boa samaritana, tinha dito aos meus pais que iria dormir na casa deles e eu não fui cara de pau o suficiente para ligar àquela hora pra dizer que não iria mais!


Entretanto, não dava pra parar por ali! Então, lancei minha última cartada: quando ele disse que iria ao banheiro, aproveitei para dizer que também iria. Tuuudo mentira! Não tava com a menor vontade de fazer xixi! Mas, como os banheiros ficavam num corredor escondido, pensei que alguma coisa rolaria ali mesmo.

Assim que entramos no tal corredor dos banheiros, ele olhou pra minha cara e simplesmente me agarrou! Me jogou na parede e só faltou me chamar de lagartixa!
Galera, esse corredor era tipo ansinnn... nojento! Mas, aquele foi um dos melhores amassos da minha vida! E o lugar inusitado só fez aumentar o tesão.
Enfim... não chegamos a transar mesmo, mas chegamos beeeem perto.
Mas agora, o lance é marcar um outro encontro família desses e, aí, povo, pode deixar que eu volto aqui pra contar pra vocês!

* Obs.: Só pra constar, já revi o João.
Mas essa história ficará para o próximo post! Aguardem!


Beijos, me comentem! ;*

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Falando sério...

"Acho que você não percebeu que meu sorriso era sincero..."


Eis um post reflexivo. Na verdade, eis o resultado de muitas reflexões feitas pelo caminho que venho percorrendo há cerca de oito meses. Portanto, querido leitor (a), não espere encontrar altas doses de humor e sarcasmo percorrendo essas linhas. Infelizmente, embora saibamos que a vida não presta, ela ainda é a matéria-prima da maior sabedoria que uma pessoa pode adquirir. Não que eu me considere exatamente sábia agora, mas acredito estar um pouco mais lúcida a essa altura do campeonato e, para chegar até aqui, acreditem: não foi fácil.

Talvez vocês tenham notado que, diferentes dos desse ano, os posts do ano passado foram carregados de várias aventuras e até de uma boa dose de superficialidade, como se pouca coisa interferisse na minha “não-prestante” vida. Porém, depois de sérias conversas que tive com João e com outros amigos no início desse ano, percebi o quanto estava percorrendo o caminho errado, já que o rumo desejado era completamente outro.

Uma vez eu disse acreditar que atraímos para nós o que transmitimos. Ou seja, se eu emano superficialidade, por mais que eu não seja realmente superficial, vou atrair a mesma superficialidade para mim. Isso talvez explique a quantidade enorme de homens sem graça que surgiram na minha vida.

E, se sempre sonhei encontrar um amor profundo e sincero que, então, me trouxesse bons frutos, minha postura deveria mudar. Afinal, daquela forma, ninguém reconheceria em mim alguém com quem compartilhar dos mesmos sonhos românticos, simplesmente por eu não mostrar que os tenho. Provavelmente, eu seria objeto de diversão, aventuras e boas risadas, mas não alguém para ser levada a sério, como sempre soube que merecia ser.

Acredito ter me comportado de tal maneira durante tanto tempo com o intuito apenas de me defender. Tentei me mostrar indiferente e, assim, fingir que o amor não me importava, que minha prioridade maior era curtir a minha juventude e, então, ser feliz dessa forma. Por diversas vezes, eu tentei me convencer disso, inclusive. Mas nunca consegui, provavelmente porque, no fundo, eu sabia que não estava sendo sincera nem comigo mesma.

Porém, não me arrependo de nada do que fiz, pois sei que eu precisava ter vivenciado tais experiências, ter cometido tantos erros e loucuras para, então, perceber que aquela vida não era a que eu quero. Assim, hoje abro mão dela com a certeza de que não haverá arrependimentos futuros.

E, depois de tais reflexões, não pensem que me tornei uma pessoa chata ou que me isolei numa bolha. Só não me forço mais a fazer coisas e freqüentar certos lugares se, no fundo, não são onde eu queria estar. Não deixei de sair, não deixei de me divertir e ainda continuo achando que a vida não presta mesmo; porém, agora conjugo o verbo “viver” de uma outra maneira e, acreditem: a vida está sendo muito mais gratificante agora.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Joga fora no lixo!

"Eu vi o meu passado passar por mim..."



Não sei bem explicar o porquê, mas o fato é que estou vivendo uma fase de "desapego". Estou jogando fora todas as coisas que se tornaram inúteis e/ou que só atrapalham a minha vida.

Comecei com as roupas e os sapatos que não servem mais ou são objetos sobre os quais eu me pergunto: "Como eu pude, um dia, usar isso?". Dei tudo pra empregada e esvaziei consideravalmente o meu armário (e ainda vou tirar mais coisas)! Nada de ficar guardando velharia! Vou dar espaço para as novas peças que comprarei, daqui pra frente.

Depois, resolvi dar um passo mais ousado: deletei meu orkut (que estava lá desde 2004) e fiz outro profile, readicionando somente pessoas que me são queridas ou úteis profissionalmente.
Sabem aquela pessoa que te conheceu um dia, não tem mais contato contigo (e nem pretende ter), que, em muitas das vezes, nem ia com a tua cara, mas mesmo assim, te adicionou? E você, babaca, fica sem graça e aceita? Então, meu orkut estava cheio de gente assim.

Então, chegou ao cúmulo dessas pessoas me mandarem depoimentos, comentarem nas fotos, dizerem até que estão com saudades! Aí, além de você estar expondo sua vida, elas ainda acabam queimando seu filme. Afinal, quem olha, acha que são realmente suas amigas e que, conseqüentemente, você é como elas.

Portanto, juntei-me a Sandra de Sá e cantei o mantra: Vou jogar fora no liii-ii-iiiixo!

Também joguei fora algumas neuras e "medos" bobos, como o mencionado "medo" de ir ao cinema sozinha (vide post). Isso aê, galera! Tomei coragem e fui!
Tudo bem que foi pra ver o Batman (nada romântico), à tarde e só tinham uns 7 velhinhos no cinema, além de mim. Mas ainda assim foi um grande passo.
E querem saber? Adorei! Me senti mega independente e com a sensação de ter ultrapassado uma barreira que eu mesma tinha criado.

Enfim, tudo muito lindo! Mas agora vem a parte tensa.
Eu ainda tenho uma coisa pendente na vida, ou melhor, um karma a ser cumprido: nosso querido amigo João.

Há algum tempo, eu pensei em cortar qualquer contato com ele, apesar de ainda gostar dessa praga e de nem rolar mais nada, além de papos no msn.
Mas é difícil simplesmente jogar fora no lixo alguém tão marcante, afinal João foi o protagonista da melhor história que já vivi; e a coisa se agrava porque tenho a sensação de que tal história não terminou e que muitos assuntos ficaram pendentes.
Portanto, na dúvida, nada fiz.
Porém, agora, nem se eu quiser, posso me livrar dele.

Vou explicar: Há 2 anos eu tento me inscrever num curso bom e gratuito, dentro da minha área de trabalho, mas nunca conseguia pois são pouquíssimas vagas e muita gente tentando se matricular. Mas a cada início de semestre, abrem novas turmas e eu já planejava me inscrever pra turma de quinta-feira, caso ocorresse o milagre de conseguir uma vaga.

Porém, tudo fugiu do meu controle: f
ui demitida do meu trabalho e logo arranjei outro projeto pra meter as caras. Mas, agora, meu único horário disponível para o tal curso mudou, passando, então, para sexta-feira. E, como Deus é um cara gozador e adora brincadeira, é exatamente o mesmo dia e hora que João faz curso lá também (mas de outra coisa).


Pensei: "Não vou deixar de fazer esse curso por causa dele, mas duvido que eu consiga vaga! Nunca consegui, por que agora seria diferente?"
Pois é... Mas foi diferente, pois dessa vez, caros leitores, eu consegui.
Portanto, provavelmente irei topar com meu cafa-karma quase toda a semana. E aí? O que farei? Como agir e reagir?

Eu entreguei pra Moira (lembram dela?) e o que tiver que ser, vai ser.
Não tenho mais muitas esperanças de um futuro com João e pode ser que esse tempo sirva até para eu desencanar de vez, dependendo das atitudes dele. Mas, do jeito que eu o conheço e do jeito que eu ME conheço (burralda), acredito que existe, também, a possibilidade da gente ficar de novo e tudo voltar.

Mas, se isso acontecer, vai ser como também diz a Sandra de Sá na mesmíssima canção mencionda acima: "Te dar mais uma chance e se não acertar... VOU JOGAR FORA NO LIXO!".

E tenho dito.