Felicidade foi-se embora!
Há muito tempo parei de falar sobre o Pedro aqui no blog, porque praticamente nada aconteceu entre nós após minha viagem à Floripa e conseqüentemente ao meu encontro com ele no ano passado.
Pra quem não o conhece, ele é o meu karma e as explicações sobre o dito cujo vocês encontram nos posts dos dias 12 de abril e 29 de maio do ano passado.
O fato é que nesse um ano e alguns meses que se passaram após o tal dia, tivemos muitos altos e baixos.
Ele, como sempre, volta e meia sumia e eu ficava arrancando meus cabelos perguntando “porque isso acontece comigo, meu Gesuis?!”.
Então, eu que tanto reclamei que não tinha novidades em relação a essa história, fui agraciada com uma notícia que posso considerar como uma das mais marcantes do ano, quiçá da minha vida, mas antes de contá-la, farei um daqueles momentos flash back que vocês já conhecem.
- Momento Flash Back
12 de junho, também conhecido como dia dos namorados.
Estudei, dei aula e antes de voltar pra casa, eu e uma amiga resolvemos tomar um chop em um bar perto do trabalho, pra afogar as mágoas por mais um ano passarmos essa data sozinhas.
Então, quando já estava quase chegando em casa, meu celular toca e imaginei que fosse minha mãe pentelhando meu juízo, pois era um pouco tarde.
Eu já estava totalmente desesperançosa de receber qualquer tipo de manifestação de afeto naquele dia e, pra não dizer que ninguém havia lembrado de mim, só a Lily, minha companheira de blog e de encalhadice afetiva havia me ligado mais cedo.
Daí que eu pego meu celular e vejo a seguinte mensagem: “Oi linda! Como que tá? Feliz dia dos namorados, se é que é possível, né? Quais as novas por aí? Beijão meu anjo...”.
Ass.: Pedro.
(...) Pausa para o choque!
Vale passar mal no meio da rua? E chorar, vale?
É, meu povo! Foi essa reação hiper, ultra, mega bicha que eu tive após ler esse testículo e a Lily que o diga, pois foi pra ela que eu liguei igual uma babaca após lê-lo.
Mas eu estava indo pra casa, não é mesmo? E lá chegando, já mais calma, respondi à mensagem do rapaz: “O dia realmente poderia ter sido melhor, mas ainda assim te desejo o mesmo. Eu to ótima! Quanto às novas? Nenhuma! Beijos e se cuida!”.
Não se passa um minuto e meu celular toca. Quem era? Exatamente!
Pois então, digo que o homem surtou! Ele simplesmente fez em um dia o que nunca havia feito em cinco anos de rolo.
E pediu desculpas por ser tão ausente, mas que o fato de ele não “aparecer” não significava que ele não gostasse de mim, até porque se fosse fazer ligar ou mandar mensagens cada vez que lembrasse da minha pessoa, estaria falido...
Blá, blá, blá, Whiskas sache...
Ai Bia, chata você, viu? Reclama horrores que o menino nunca faz nada por você e quando faz você fica cheia de grosseria no coração!
Mas vocês conhecem a música que diz: “Laranja madura na beira da estrada, tá bichada Zé, ou tem marimbondo no pé!”.
É mais ou menos por aí...
- Fim do Momento Flash Back
Há alguns domingos atrás estava no MSN, eis que ele aparece.
Papo vai, papo vem e, pra resumir a história, iniciamos uma DR que começou no computador e terminou no telefone.
Então falei o que estava entalado.
Disse que estava cansada desse papinho mole, de desculpinhas esfarrapadas e de desaparecimentos sem aviso, deixando claro que, eu não queria que ele me ligasse todo final de semana, tampouco que me mandasse mensagens todos os dias, mas que atenção de vez em quando era bom.
E eu estava crente que ele ia me chamar de dramática, como sempre faz, então diz:
- “Você tem toda razão! Eu sei que não tenho sido nada legal contigo e que se digo que gosto de você, deveria de alguma forma demonstrar isso. Eu vou mudar, te prometo! Você vai ver!”.
Nossa, que medo! Papo de homem que está disposto a se regenerar.
E completa:
- “Você mudou muito comigo de uns tempos pra cá. Tem estado mais fria, mais distante...”.
Respondo:
- “Tá vendo só? Não era você que reclamava que eu era a passional da história? A que fantasiava demais? Peguei sua doença! Resolvi começar a pensar com a cabeça de cima, apesar de ela ser a única que tenho”.
E pra não me alongar mais, não que é que o filho da mãe realmente mudou?
Inesperadamente meu celular tocava: mensagem só pra saber como estava, se ia sair, como tinha sido meu dia...
Tudo muito, muito bom, mas voltemos à história da música que diz que: “Santo que vê muita esmola na sua sacola, desconfia!”.
Liguei pra casa dele, a mãe dele atende e pergunta:
- “É a Paola?”.
- “Ééé... não!”.
- “É a guria do Rio? Olha, ele não está não!”.
Armou-se a cara de desconfiada!
E lá vou eu futucar o orkut dele pra ver aquilo que eu não queria, ou melhor, aquilo que eu temia e deveria esperar durante todos esses anos.
Status de relacionamento: namorando.
Scrap de uma fulana: cunhadinho do coração!
Orkut da Paola: status de relacionamento igual e foto dos dois se beijando no álbum!
Se podiam me enterrar, porque levei uma facada nas costas? Com certeza!
Pois é meu povo querido, fui trocada e, pra completar a situação, nessas quase três semanas que soube do fato, o desgraçado não foi capaz de me dar uma satisfação dizendo: “babaca, me esquece, estou em outra, ok?!”.
Tenho tentado falar com ele, pra esclarecermos de vez essa história e pra saber também porque ele me sacaneou desse jeito, mas ele tem fugido de mim como o diabo foge da cruz, alegando estar muito ocupado (observação: ele não sabe que eu sei, pelo menos não que eu tenha contado).
Então resolvi deixar pra lá, afinal tudo vai ficar subentendido.
Se for pra acabar assim, que acabe. A vida segue e, completando a música lá em cima: “O mundo continua indo e vindo, é natural”.
E antes que comecem os comentários de: “fica bem”, “não liga não, aparecem outros”, “vai ver foi melhor assim” e coisas do gênero, digo a vocês, caros leitores, que eu estou de boa!
Levando da melhor maneira possível e curtindo a vida adoidada.
Mas agradeço de qualquer maneira!
Eu volto nesse mesmo bat canal pra contar as minhas novas aventuras pra vocês!
Beijos and have a good week.


