quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ninguém sabe o fim...

"Esse é só o começo do fim da nossa vida..."



Histórias têm início, meio e fim. Mas inícios, meios e fins nem sempre são claros como na maioria dos filmes. Às vezes a gente nem sabe quando uma história começou e é impossível ter certeza absoluta de que ela realmente terminou. Logo, não sabendo quando é o fim, não dá pra saber quando é o meio, certo?


Toda essa filosofia de botequim introduz dois fins. Ambos são incertos, como naqueles livros que, embora tenhamos lido a última página, o final da história ficou no ar e cabe, então, a nós mesmos imaginarmos como ele será.

Há algum tempo, eu venho pensando em parar de postar aqui no blog devido à falta de tempo e inspiração e, principalmente, por achar que tudo isso já não faz mais muito sentido pra mim. Mas sempre pensei que minha história com o João (que acabou sendo o "eixo" principal disso aqui) deveria ter um fim para que eu pudesse contar a vocês. Mas, relendo meus posts antigos, eu já decretei o fim dela tantas vezes e nunca acabou. É que, no fundo, eu esperei sempre por um final feliz, pois era esse final que vocês mereciam ler.

Durante esse tempo em que não escrevi, estive com João algumas vezes, conversamos muito e cheguei à conclusão de que talvez tenha sido a melhor coisa a nossa história não ter sido como eu queria. Ele, no fundo, não mudou muita coisa. Continua sendo um cara maravilhoso, mas com uns defeitos e inseguranças insuportáveis para qualquer mulher e, comigo, não teria sido e nem será diferente, pelo menos se começássemos algo agora.

Provavelmente, se tivéssemos namorado direitinho, hoje nós não estaríamos "juntos" ainda que separados. Ou seja, se isso tivesse acontecido, não teríamos dado certo porque esses defeitos fazem parte do João e independem da pessoa com quem ele estiver. Quem não os conhece, pode embarcar numa relação. Mas não é mais o meu caso.

De toda a nossa história, sobrou um carinho mútuo e a certeza de que um estará presente quando o outro precisar. Sem querer, eu e ele construímos uma bonita amizade, cheia de cumplicidade e intimidade, que teriam acabado se tivéssemos namorado e não dado certo.

Mil caras passaram e passarão por mim, mil mulheres por ele, mas acho que ele sempre vai ser a minha fuga, o cara que eu vou procurar quando precisar de conforto. E eu tenho o mesmo papel na vida dele. Eu sempre quis mais que isso, mas hoje eu percebo que se tivermos outro tipo de relação, vamos perder esse mínimo! Pelo menos enquanto ele não mudar e, a essa altura da vida, eu não acredito muito que irá. Por isso, continuo na minha busca por outro grande amor e sei que uma hora ele aparecerá!

Mas, depois de tudo, eu até fico feliz, viu? O que eu e João temos também acabou se tornando tão bonito e arrisco dizer que não deixa de ser uma forma de amor. Pode parecer viagem minha, mas nessas conversas que tivemos, muitas coisas foram ditas com bastante sinceridade e elas me fizeram ter certeza de que o que eu disse aqui retrata o que nós dois sentimos.

Como um blog é o relato de uma vida real, tenho que dar um fim real pra ele. E nós nunca sabemos realmente quando as histórias terminam. Todos os finais ficam em aberto, se formos parar pra pensar.
Pode ser que eu me engane e um dia ele mude, pode ser que eu conheça meu próximo grande amor amanhã, pode ser que eu ganhe na loteria, pode ser que eu e João nos casemos e tenhamos dois filhos e um cachorro, pode ser que eu fique pra tia, pode ser que um dia eu volte a escrever aqui no blog...

Pode ser tanta coisa nessa vida... Quem somos nós pra decretar o que é definitivo?

Antes de ir, eu só gostaria de agradecer MUUUUITO a todos vocês que leram minhas histórias, riram, se emocionaram, comentaram, me deram bronca, se apaixonaram, pensaram nas coisas que eu disse e torceram por mim, ao longo desses 2 anos e meio de blog.
Agradeço às quase 100 mil (nossa! nem acredito!) visitas que recebi ao longo desse tempo e também agradeço a quem ainda me visitará daqui pra frente (parei de escrever mas não vou deletar o blog!)!


E, por fim, desejo que todos vocês amem muito na vida! Eu sei que o amor às vezes dói, mas, acreditem, ainda é ele que gira o mundo, ainda é ele que faz tudo valer à pena!

A vida presta bem mais quando a gente ama! E, como o Lulu Santos, 'consideremos' justa toda a forma de amor!

Beijos!!!!!!
E até algum dia...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Relações Trabalhistas

"Todo mundo quer subir, a concepção da vida admite..."


Tudo começou há cerca de duas semanas, quando o grupo musical do Augusto se apresentou num programa de rádio e eu fui junto como boa produtora que sou.
(Ah! Sobre minha relação com o Augusto: amigos, acho que dali não sai mais nada! Sei lá... ele não tá no momento de namorar, eu também não consigo me ver com ele. Acho que a gente não tem muito a ver mesmo! Mas tá tudo certo, sem ressentimentos, quem sabe outro dia?)

Lá na rádio, conheci o produtor do programa, o Arthur. O cara pareceu gente fina, foi atencioso comigo e com os meninos, tudo normal. Após o programa, ele veio pedir que eu voltasse à rádio na semana seguinte para buscar o material gravado e conversar também sobre alguns outros trabalhos de produção que eu estou iniciando.
Arthur é bastante influente no meio musical, conhece muita gente no Brasil e no exterior e, pra mim, ele é um baita contato que pode me ajudar (e muito) profissionalmente.

Na semana seguinte, no dia e horários combinados, estava eu novamente na rádio. Peguei o material e fui conversar com ele. De início, conversávamos informalmente, mas sobre assuntos profissionais mesmo. Até que houve aquela perda momentânea de assunto para ambos e ele começou:
- Então, Lily, o que você gosta de fazer quando não tá trabalhando?

Aff Maria! Eu não a-cre-di-tei que tudo aquilo provavelmente era um joguinho pra ele me "conhecer melhor". Tudo bem que essa pergunta não teve nada demais, mas meu radar de homem dando mole é afiadíssimo! Eu duvidei que estivesse enganada e realmente não estava.

Hoje, tive que vê-lo de novo e os moles ficaram mais incisivos. A máxima de hoje, além de ter me convidado para assistir aos Paralamas (ahh golpe baixo!), foi:
- Ah você deveria aparecer mais por aqui. Sempre que você vem, o ambiente de trabalho fica mais agradável.

Eu mereço...


Bom, lógico que se ele fosse bonito, eu não estaria reclamando (mas já repararam que os bonitos não fazem isso?), mas Deus não o favoreceu na fila da beleza. Não que ele seja horroroso, mas bonitinho também não é. Confesso que ele parece ser interessante, mas agora eu não ficaria com ele mesmo. Desculpem-me os feios, mas homem feio a gente só fica ou bêbada, ou depois que conhecemos e percebemos se tratar de alguém maravilhoso.

Ok, mas voltando. Homens dando em cima no ambiente de trabalho é, infelizmente, algo bem comum. Essa não foi a primeira e nem será a última vez que acontece comigo. A diferença é que o cara em questão, dessa vez, tem um certo "poder" nas mãos. Então, se corto completamente a onda do cara, posso perder um contato ótimo e, com isso, a chance de ter várias portas abertas pra mim profissionalmente.

Porém, o certo é que eu não vou ficar com ele, enquanto eu não quiser. Não sou do tipo que se vende, por mais que eu tenha as minhas ambições.
Mas e se eu não quiser ficar com ele nunca? Vou ter que continuar fingindo que não entendi as insinuações dele até quando?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Alienista

"Quando acabar o maluco sou eu..."


Alguém já leu O Alienista, do bom e velho Machado de Assis? O livro conta a história de um médico que acha que todos em sua cidade são loucos e, por isso, os interna numa espécie de claustro. Eu tenho me sentido como esse médico, embora eu não tenha licença para sair por aí internando pessoas.

Mas por que tanta revolta? - vocês devem estar se perguntando.
Simples. Eu não aguento mais homem sem noção! E, sem brincadeira, ultimamente venho pensando que, definitivamente, eles se tornaram a maioria (pelo menos dentre o grupo hetero).
O lugar mais propício para encontrá-los são em casas noturnas e em demais "baladas". Por isso, recomendo que se você quer fugir de malucos, não saia de casa à noite! Pode ser muito perigoso!

Bom, para exemplificar esses seres encontrados pelas noites do Rio de Janeiro, citarei aqui um caso digno de internação no claustro do Machado de Assis:

Semana passada eu resolvi ir pra night para deixar de lado esses homens da minha vida que já estão me deixando de saco cheio. Foi quando eu conheci o Desesperado.
Ficamos, foi bem legal, trocamos contato e no dia seguinte ele me adicionou no msn, no orkut e ainda me ligou. Quando eu vi que ele era canceriano, já fiquei um pouco cabreira, pois eles tendem a ser grudentos. Mas sei lá! Vai que esse era diferente?

Conversamos pelo messenger, no dia seguinte à ficada:
- Vamos no cinema? - perguntou ele.
- Quando?
- Agora!
- Pô, tô cansada, tô meio na merda depois de ontem... Vamos outro dia!

- Ah se você já começa rejeitando saída assim no dia seguinte porque tá de preguicinha, já vi que não vai vingar.

(Oi?)

Só sei que ele ficou meio puto por eu não ter aceitado prontamente ir ao cinema com ele.

No dia seguinte, ele puxa assunto no msn exatamente assim:
- Você ainda gosta dele?
- Dele quem?
- Do seu ex?
- Olha, desculpa, mas eu sinceramente acho que isso não te diz respeito ainda.
- Você tem vergonha dos seus sentimentos?
- Não! Só não tô a fim de falar dos meus sentimentos com quem eu conheci anteontem.
- Isso foi um fora?
- Mais ou menos...
- Você não se sente como se tivesse me conhecido há mais tempo? Porque eu me sinto como se te conhecesse há muito mais que dois dias.
- Err.... não.
- Você é muito fria.

- Gelada.

E depois de ter feito outras inúmeras perguntas muito pessoais e cotidianas, disse que eu não era humilde e que eu ainda iria amadurecer e, então, mudar de postura quanto a me abrir com pessoas que conheci há 2 dias. Afinal, quando ele tinha a minha idade, era mais ou menos como eu (Tá... ele é 2 anos mais velho que eu. Quanto amadurecimento!)
Para finalizar com chave de ouro, o bonito ainda me mandou um torpedo às 4h da manhã, me chamando de gelada!

Gente, aonde já se viu isso?
Eu quero arrumar um namorado, sim. Mas não na marra, né?
Eu não tenho que me sentir obrigada a namorar uma pessoa que eu conheci há 2 dias! E se ele exige satisfação da minha vida sem me conhecer, imagina se fosse meu namorado! Inferno na terra (e se há uma coisa que eu detesto é homem grudento!!).

Bom, voltando ao Machado de Assis, tem uma passagem do livro que ele conclui que se todo mundo é louco, os sãos é que deveriam ser internados no claustro.
Pois é... tá cheio de maluco aí fora e os sãos estão escondidos.
E, se vocês não leram mas pretendem ler O Alienista, sugiro que não leiam o final desse post pois contarei o final da história!


Lá vai:
O médico, no fim das contas, conclui que ele próprio era o único são da cidade. Ninguém reconhece nenhum traço de loucura em sua personalidade. Portanto, ele mesmo se interna em seu claustro e por lá falece, sozinho.
Eis o meu fim.

(Ok. Mentira. Também tenho minha dose de insanidade, como todo mundo. Mas por que será que é tão difícil encontrar homens disponíveis que tenham uma loucura apenas moderada?)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O tempo passa pra todo mundo

" Os nossos erros seriam apagados, nossos primeiros desejos ressuscitados..."


É sempre curioso analisar nossos aniversários. A cada ano, estamos imersos em situações, convivemos predominantemente com um certo grupo de pessoas... Muita coisa muda e outras continuam iguais; muita gente vai e outras continuam com a gente. E é curioso ver que uma dessas pessoas que permanecem na minha vida já há alguns aniversários é o bom e velho João.

Esse ano, ele me deu os parabéns por telefone, msn, orkut e, alguns dias depois, pessoalmente: na terça da semana passada, passei na casa dele antes de sairmos para um jantarzinho de comemoração. O bonito me recebe de chinelo, uma bermuda toda ferrada e uma camisa desbotada. Na hora, pensei: "Intimidade é uma merda!".
Ele trocou de roupa, saímos, jantamos e voltamos pra casa dele. Sentados no sofá, começamos a tagarelar (como sempre). Mas dessa vez, não sei, achei o papo tão...íntimo. Assuntos tão particulares, confissões, fotos antigas... Até que, juntos, reparamos no tempo em que a gente já se conhece:

- Faz tempo, mas eu lembro de quando a gente se conheceu... - disse João.
- Lembra nada! Duvido!
- Claro que lembro! Eu até falei uma coisa no seu ouvido! Você é que não lembra o que foi.

Pára tudo! É claro que eu me lembrava, de cada detalhe. Mas como assim ELE lembrava?
Ah! Vocês nem sabem dessa história! Aliás, como é que eu nunca contei?

Bom, lá vai momento flashback:
Desde que vi João pela primeira vez, em 2003, eu cismei com o cara. Eu nem sequer sabia o nome dele, mas sempre que eu o via (bem esporadicamente), eu não conseguia desgrudar o olho. Ele nem é dos mais bonitos, mas inexplicavelmente, eu cismei! Mas nós só fomos apresentados quase que por acaso, em 2005, após um evento em que ele trabalhou e eu fui convidada.

A conexão foi imediata. De cara, conversamos, rimos, falamos besteira... Mas eu fiquei na minha! Não dei mole pra ele, não (até porque eu namorava). Mas na hora de bater foto da galera que estava presente no recinto, ele me segurou pela cintura e disse no meu ouvido: "Humm... cheirosa!"

Pronto! O cara que eu sempre cismei tinha me dado mole! Quase pirei!
Cheguei em casa, procurei o bendito no orkut, achei, adicionei, dei msn, ele me adicionou e tudo começou... Quer dizer, na verdade tudo só foi começar mesmo um ano e meio depois (e eu já estava solteira).
Mas a partir de então, vocês já sabem...

Fim do momento flashback e voltando ao diálogo:
- Claro que eu lembro o que você me disse, João! Mas diz aí o que foi, vai! Quero ver!
- Eu falei do seu perfume, que você tava cheirosa.

É. Pois é. Ele lembrava. Parece besteira, mas é legal saber que isso teve alguma relevância pra ele. Quantas pessoas passam por nós e a gente nem sabe como chegaram e como saíram de nossas vidas?
Mas voltando... Depois dessa, o clima esquentou, fomos pro quarto e a noite foi boa. Depois nós simplesmente desabamos de sono e eu, que tinha que ter acordado às 8h, fui acordada às 10h por ele, todo carinhoso.
A manhã foi boa também e, depois de algumas boas travessuras matutinas, ele fez café pra gente. Sentamos de qualquer jeito no sofá e ficamos vendo desenhos animados, enquanto tomávamos café e comíamos biscoito.

Foram momentos bem gostosos em que ficaram nítidas a intimidade e a amizade que eu e aquela praga construímos, independente de qualquer coisa. Mas sinto que ele ainda não está envolvido e que isso tudo, ao mesmo tempo que é bom, também pode nos afastar. Não por mim! Se dependesse de mim, esses instantes teriam durado pra sempre. Mas acho que, pra ele, não há mais o desafio e o sabor da conquista quanto a mim.

Ele já me conhece muito bem, já sabe quase tudo de mim, já não se vê motivado em me conquistar, em saber como eu sou na cama ou em qualquer setor. E o pior é que ele sabe de tudo isso sem ter convivido diretamente comigo, sem ter se acostumado com a minha presença. Provavelmente por eu já fazer parte da vida dele há tanto tempo, já nem existe mais a possibilidade dele vir a ter aquele gás, aquela expectativa e encantamento de um começo de relação porque a mesma já foi iniciada há anos. Não nos moldes comuns, ok, mas já foi iniciada e, infelizmente, muito desgastada depois de tantas idas e vindas.

E como não posso voltar atrás, simplesmente não há nada que eu possa fazer, a não ser torcer (embora já quase sem esperanças), pra que ocorra um milagre e ele se apaixone e se envolva, não pelo desafio da novidade, mas justamente pelo gosto da nossa intimidade.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Marcando Territórios

"Não que eu seja ciumento, é apenas precaução."

Os homens se assemelham com os animais em muitos aspectos, mas é preciso salientar um deles: a marcação de território. Tal medida consiste numa forma de defesa prévia para que o espaço do indivíduo não seja invadido. Alguns bichos custumam fazer xixi, na impossibilidade de botar uma placa de "Propriedade Privada". O bicho homem até pode escrever tal placa, mas quando o espaço a ser invadido se materializa na forma de uma pessoa, não convém escrever essa mensagem na testa dela.

Todo mundo marca território, ainda mais tratando-se de relações amorosas (ainda que elas não se constituam exatamente por amor). Mas no momento, eu estou saindo com dois e sinto ciúme de ambos, embora racionalmente saiba que eles estão livres para ficar com quem quiserem. Mas na prática é mais complicado.

Tenho vivido um "probleminha" com o Augusto pois uma OUTRA mulher da produtora resolveu investir no bofe. Ela sabe que nós ficamos, pois estava no episódio do motel (ficando com um amigo dele), deve desconfiar que ainda saímos porque é óbvio mas, ainda assim, fica cheia de gracinhas, sugerindo abraços, carícias e coisas do tipo. O nome da figura é Fabiana e ela está conseguindo despertar minha ira.

Essa semana rolou um show do grupo num lugar maneiríssimo, cheio de gente bonita. Fabiana foi acompanhada de suas gracinhas para cima do Augusto que, educadamente, esquivava e depois vinha para perto de mim. Até que, após a apresentação deles, um DJ porreta começou a comandar a pista. Toda a produção do show já havia terminado, materiais devidamente recolhidos, então fomos pra pista porque também somos filhos de Deus.

Enquanto eu me acabava de dançar e me embebedava com uma Absolut que descolaram pra gente, Augusto me rodeava e depois sumia durante um tempão. Então, minha cabeça paranóica começou a pensar: será que ele está de papinho e/ou ficando com alguém? Ou pior, será que ele está de papinho e/ou ficando com a Fabiana????

Esperei ele voltar e quando ele saiu da pista novamente, fui atrás sem que ele visse. Augusto saiu da pista e foi para o bar da casa de shows. Lá estava ele... e um amigo nosso conversando e olhando para a televisão (good boys!). Passei por eles e fingi que estava indo ao banheiro. Dei um tempinho, voltei e fui conversar com os dois. Quando nosso amigo se distraiu, mandei uma mensagem pro celular do Augusto dizendo: "Eu quero um beijo" (a vodka já fazia efeito). Ele apenas riu e nada fez.

Beleeeza. Voltamos pra pista e naaaada! Comecei a me irritar. Como assim? Ele não queria me beijar? Ah é, é?? Tranquilo! Tinham mil homens lindos por lá e eu poderia beijar quem eu quisesse só de sacanagem (pensamentos que tive depois de mais bebida). Pra contribuir com essa súbita piranhagem, o DJ botou uns funks bem rebolativos pra tocar (confesso: me acabo)! Então, imaginem: Lily toda produzida, de roupa nova, em cima de um saltão poderoso, semi-bêbada, doida pra pegar alguém e rebolando até o chão! A macharada começou a se interessar, modéstia a parte.

Até que um dos técnicos de som do lugar começou a dançar comigo. Augusto só olhando de longe. O cidadão era feio e se era pra sacanear, tinha que ser com alguém gato pra fazer o serviço bem feito, lógico. Então, eu não ia pegar o técnico. Mas continuei dançando, toda me querendo e o cara foi se aproximando, se aproximando e pronto, me agarrou. Eu esquivei, mas ele só me soltou quando viu o Augusto que, com seus quase 1,90m, imediatamente veio como um touro (retomando a questão da semelhança com os animais) defender seu território diante daquela tentativa de invasão.

Daí ficamos lá agarrados, ele me deu o beijo e disse que só não estava lá comigo porque não estava no clima, estava meio triste e depois me contava direito o porquê. Pediu pra eu não levar a mal, pois o que ele queria mesmo era curtir a noite comigo.
Ahh! Tinha como resistir?
Depois dessa, ele foi embora com a madrasta dele e, sinceramente, pra mim a noite tinha perdido a graça sem ele; então, fui pra casa também.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Os Finalmentes

"E a tigresa possa mais do que o leão..."


Não sei se vocês já repararam, mas existem épocas em que absolutamente nada de interessante acontece na vida da gente. Mas em compensação, em outros períodos, parece que TUDO acontece ao mesmo tempo e agora. Estou vivendo exatamente essa segunda fase turbulenta, cheia de acontecimentos e histórias...e de homens!

Depois dessa última noite com João, agora a bola da vez era o Augusto. Afinal, já estava passando da hora de alguma coisa acontecer. Várias enrolações, rotinas difíceis de serem conciliadas, mas ontem estava marcado, seria O momento. A casa seria só minha e eu iria aproveitar a oportunidade, claro.

Ele chegou de noitinha e ficou aqui comigo de bobeira até a hora do ensaio da grupo dele. Ficamos de papo, ele me mostrou umas músicas que estavam guardadas no e-mail dele, em meio a beijinhos, mãozinhas, essas coisas básicas. Depois ele foi lá ensaiar, com a promessa de voltar quando terminasse. Nesse meio tempo, resolvi preparar bem o terreno para quando ele chegasse. Desenterrei um licor de maracujá que estava guardado, preparei um set list com umas fuckin' songs bem lentinhas, botei uma camisola de seda e deixei o quarto iluminado apenas pela luz do abajour. Perfect!

Mas ainda faltava muito tempo pra ele chegar, então entrei na internet pra me distrair. Foi quando reparei que ele não tinha fechado o e-mail dele! As mensagens pareciam me dizer: "Oi, por favor, nos leia!". Pensei que era melhor não procurar sarna pra me coçar, mas quando vi que havia e-mails da Regina, eu não resisti! Tive que ler e agora compartilho um trecho com vocês, queridos leitores:

"Já deveria ter desistido de esperar resposta dos e-mails que te mando, mas tudo bem... sou brasileira e não desisto nunca! rsrs...
O último texto postado no meu blog fiz pra alguém muito especial, que ultimamente tem mexido demais comigo. Tem horas que dá uma vontade louca de roubar um beijo dele, mas morro de medo de levar um fora. O que eu faço? Preciso de um conselho masculino."

Nem preciso dizer nada, né? Depois dela ter sobrado no dia do motel, ela ainda tá achando que vai pegar o cara... Bom saber! Aliás, mamãe passou açúcar nesse homem! Taquilpariu!
Mas ok, ok. Foi uma boa distração enquanto eu esperava por ele, juntamente do tal licor de maracujá, o qual eu devo ter bebido metade.

Ele chegou já de madrugada, com fome e EU fui cozinhar alguma coisa pra nós. Comemos e depois fomos para o quarto tomar o resto do tal licor. Musiquinha rolando, beijinhos, amassinhos... uaaaaaaaau! Que menino bem dotado, gente! Benza Deus!! Bom, a partir daí nem preciso continuar porque acho que vocês já entenderam.

Eu sei que é chato comparar, mas é inevitável. Semana passada a coisa rolou com o João e foi bem diferente, mas bom também. Acho que a grande diferença (sem contar com o fato de eu já estar acostumada com ele) é que João é mais romântico. Ele teria super valorizado todos esses detalhes que eu improvisei pra criar um climinha e me feito mais carinho, me beijado mais (não que Augusto não tenha sido carinhoso!). Porém, cada um é cada um. Não dá pra querer que todos sejam iguais, né?

É meio doido pra mim ter feito sexo com pessoas diferentes em tão pouco tempo. Na verdade, estou tendo uma certa dificuldade para escrever esse post porque ainda não sei o que pensar dessa situação que estou vivendo. Ainda estou deixando o barco correr e ver no que vai dar. Não tenho compromisso nem com João e nem com Augusto, portanto, não devo nada a nenhum dos dois e fico com quem eu quiser (mas claro, para manter a integridade da minha imagem, um não precisa saber do outro!)!

Mas convenhamos: tô arrasando! E nessas horas eu vejo o quanto o sexo feminino tem um poder que nem sempre sabemos usar, viu?

Beijosmecomentem!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Bolo de Páscoa

"Ah bruta flor do querer..."



Depois da noite totalmente in love do post anterior, eu e Augusto ficamos mais duas vezes (mas ainda não chegamos aos finalmentes), que foram menos doidas mas igualmente bacanas. Até que combinamos de fazermos uma mini-viagem até a casa de praia dele ontem, no domingo de Páscoa de manhã, e voltaríamos hoje cedo. Eu estava animada! Comprei lingerie nova, encarei a tortura da depilação à cera nas partes íntimas, fiz unha, cabelo... Enfim, eu me fiz bonita como há muito tempo não queria ousar. Sábado de madrugada deixei tudo pronto para o grande dia.

Nós não tínhamos marcado uma hora exata, mas domingo às 9h da manhã eu estava acordada aguardando o sinal dele. Deu 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h... e na-da! E eu não podia ligar pra ele porque seu celular ainda está pifado. Eu fui me enfurecendo; o ódio tomava conta do meu ser. Então, apelei para o plano B: procurar João e, por depoimento no orkut, convidei meu karma pra tomar um chopp.

Às 19h, Augusto finalmente deu o ar da graça no msn:
- Recebeu minha mensagem? - disse ele.
- Que mensagem?
- Que deixei aqui no seu msn de manhã.
- Eu não tô no meu pc e esse aqui não registra essas mensagens offline.
- Putz! Lily, um dos meus melhores amigos morreu essa madrugada.

Ai.

E o pior é que era verdade. Imediatamente fuxiquei o orkut dele e nos scraps já tinham algumas mensagens de pêsames. Tá, mas como eu ia adivinhar?
Depois dessa, eu tinha até esquecido do depoimento que mandei pro João.
Mas logo veio a resposta:
-
Acho que você não quer só um chopp, não, hein... hehehe
Pensei, pensei... e continuei burra. Respondi:
- Bingo!

Imediatamente ele entrou no msn e 5 minutos depois estávamos nos arrumando para tomarmos o tal chopp. Ele chegou, entrei no carro e fomos num japonês famoso de uma rua bem badalada da Zona Sul. Os dois juntos, ao ar livre, num restaurante cheio, nos via quem quisesse ver, como há muito tempo não acontecia. Depois do jantar, fomos pra casa dele e aí vocês podem imaginar a louuuucura. Foi a noite em que mais "aproveitamos", sexualmente falando, talvez porque não transávamos um com o outro deeesde de dezembro de 2007!!!

Bom, foi ótimo, mas sei que talvez essa noite não tenha significado nada. Portanto, estou tentando viver o presente e não pensar nas consequências dela. Tenho consciência de que ele veio porque eu chamei. Assumo, então, a minha responsabilidade e sei que não posso reclamar caso eu sofra depois. E por saber que essa possibilidade existe, não pretendo dispensar o Augusto (com quem também adoro estar) e só vou deixar as coisas acontecerem. Até o meio do ano, com certeza ainda verei João outras vezes (arranjei um ótimo freelance e tive que voltar a fazer o meu curso no mesmo dia que ele) e... seja o que Deus quiser!

Reparei que, na casa dele, quase tudo estava igual depois de tanto tempo. Mas eu precisava ver uma coisa: aquele porta-retrato aonde havia uma foto dele com a Jaca. O porta-retrato ainda estava lá, porém vazio. Agora, o único resquício dela naquele lugar era o restinho de um condicionador de cabelo já meio velho e que, com certeza, não foi ele que usou.

Bom...
There will be an answer, let it be!